Amar-te-ei para todo o eternamente
Guardar-te-ei para todo o sempre
Como gentil recordação
Que me aquece o coração
Que clarifica a minha mente
Que me devolve a razão
Que me leva ao sabor da corrente
Que sempre me dá a mão
O sonho é tão bonito
É tudo um jardim florido
A realidade, essa, é bem diferente
Sinto que o amor está ausente
Procurarei limpar-te da minha mente
Libertar-me de ti finalmente
É isso que eu desejo
Vitinho Andrade
Obs: Essa poesia escrevi de duas formas em uma só, ou seja, pode ser lida de cima para baixo ou de baixo para cima.
Veja em qual dos dois lados você se identifica.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Liberdade Revolucionária
Vive o fraco na fraqueza
o bom na sua bondade
vive o firme na firmeza
lutando por liberdade.
Não cultives a fraqueza,
procura sempre ser forte,
que o homem que tem firmeza
não se rende nem à morte.
Educa a tua vontade
faz-te firme: em decisões,
que não terá liberdade
quem não fizer revoluções.
Se queres o mundo melhor
vem cá pôr a tua pedra,
quem da luta fica fora
neste jogo nunca medra.
Vitinho Andrade
o bom na sua bondade
vive o firme na firmeza
lutando por liberdade.
Não cultives a fraqueza,
procura sempre ser forte,
que o homem que tem firmeza
não se rende nem à morte.
Educa a tua vontade
faz-te firme: em decisões,
que não terá liberdade
quem não fizer revoluções.
Se queres o mundo melhor
vem cá pôr a tua pedra,
quem da luta fica fora
neste jogo nunca medra.
Vitinho Andrade
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A valsa no tempo
Substâncias, no leve compor do vento
Em movimentos de reflexo compulsivo
Nos nossos órgãos ativos
Grãos de poeira e pensamentos.
Nessa valsa aleatória com o tempo
Poesias que voam
Paisagens que mudam
E muda o vento
O movimento
Muda o tempo
Nas paisagens
Nas poesias
Nessa valsa aleatória com o tempo
Se quebram as substancias que compõe o vento
E nossos órgãos ativos
Emitem reflexos compulsivos
De grãos de poeira
E pensamentos ...
Vitinho Andrade
Em movimentos de reflexo compulsivo
Nos nossos órgãos ativos
Grãos de poeira e pensamentos.
Nessa valsa aleatória com o tempo
Poesias que voam
Paisagens que mudam
E muda o vento
O movimento
Muda o tempo
Nas paisagens
Nas poesias
Nessa valsa aleatória com o tempo
Se quebram as substancias que compõe o vento
E nossos órgãos ativos
Emitem reflexos compulsivos
De grãos de poeira
E pensamentos ...
Vitinho Andrade
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Carta aos que escravizaram a sua alma
A colonização nos ensinou a gostar de sermos colonizados.
Nos ensinou a rejeitar tentativas de libertação.
Nos capacitou apenas a esboçar as chances de mudanças.
Toda e qualquer atitude diferente deve ser imediatamente taxada, empacotada e despachada para bem longe.
Onde não exista qualquer possibilidade de aproveitamento das idéias, nem por oportunidade aleatória ou não.
Nos acostumamos com o estabelecimento dessa desordem que for a tomada como ordem, regra gera em todas as camadas, estâncias e setores da sociedade.
Esta que volta seus olhos sempre para as ordens daquele que poderá amaldiçoá-o ou lhe dar a benção da salvação.
A impunidade é o selo da carta.
A injustiça é a cola.
A corrupção o conteúdo.
A nossa conivência a prova de que já estamos acostumados a acreditar que apesar de considerar anormal visto de longe, esse sistema nos é completamente natural e aceitável.
Não cabe a nós mudá-lo.
Por que?
Porque alguém fará isso por nós.
Desatenciosamente
Abstinência ponto de exclamação.
Vitinho Andrade
Nos ensinou a rejeitar tentativas de libertação.
Nos capacitou apenas a esboçar as chances de mudanças.
Toda e qualquer atitude diferente deve ser imediatamente taxada, empacotada e despachada para bem longe.
Onde não exista qualquer possibilidade de aproveitamento das idéias, nem por oportunidade aleatória ou não.
Nos acostumamos com o estabelecimento dessa desordem que for a tomada como ordem, regra gera em todas as camadas, estâncias e setores da sociedade.
Esta que volta seus olhos sempre para as ordens daquele que poderá amaldiçoá-o ou lhe dar a benção da salvação.
A impunidade é o selo da carta.
A injustiça é a cola.
A corrupção o conteúdo.
A nossa conivência a prova de que já estamos acostumados a acreditar que apesar de considerar anormal visto de longe, esse sistema nos é completamente natural e aceitável.
Não cabe a nós mudá-lo.
Por que?
Porque alguém fará isso por nós.
Desatenciosamente
Abstinência ponto de exclamação.
Vitinho Andrade
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Coração cheio de alegria
Pegue um coração cheio de alegria
E toda a magia que começa de manha.
Ponha compreensão no seu dia-dia,
E o ruim de hoje deixe pra fazer amanhã.
Ganhe pra viver, viva com carinho
E de preferência, sem ter contas a pagar.
Olhe pra você, não pro seu vizinho,
Que o tempo passa, não vai nunca te esperar.
Tá bom, mas é bom não esquecer
Que a vida não livra a de ninguém.
Nosso futuro ninguém vê,
E o presente é o que se tem.
O amor e a paixão entram nesse jogo,
A paixão é fogo, muito fácil de apagar.
O verdadeiro amor cresce diferente,
Cotidianamente a gente tem que cultivar.
A vida não é sempre o que se espera,
Pobre de quem não se considera um aprendiz.
Cada um é um, tudo vale nada,
Se até o fim da estrada não se chega a ser feliz.
Vitinho Andrade
E toda a magia que começa de manha.
Ponha compreensão no seu dia-dia,
E o ruim de hoje deixe pra fazer amanhã.
Ganhe pra viver, viva com carinho
E de preferência, sem ter contas a pagar.
Olhe pra você, não pro seu vizinho,
Que o tempo passa, não vai nunca te esperar.
Tá bom, mas é bom não esquecer
Que a vida não livra a de ninguém.
Nosso futuro ninguém vê,
E o presente é o que se tem.
O amor e a paixão entram nesse jogo,
A paixão é fogo, muito fácil de apagar.
O verdadeiro amor cresce diferente,
Cotidianamente a gente tem que cultivar.
A vida não é sempre o que se espera,
Pobre de quem não se considera um aprendiz.
Cada um é um, tudo vale nada,
Se até o fim da estrada não se chega a ser feliz.
Vitinho Andrade
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Coisas do destino
Todos os dias caminhos se cruzam, pessoas se encontram e num desses encontros casuais pode surgir alguma atração muito forte, o que pode ser considerado algo normal, pois uma atração física é fácil acontecer.
Contudo, Renata nunca cruzou seu caminho com Renato. Moravam em cidades diferentes, e não havia qualquer possibilidade de contato entre eles, pois exerciam profissões diferentes, pertenciam a meios diferentes. Nada poderia indicar que entre ambos pudesse surgir algo sequer parecido com amor.
Por uma razão qualquer, Renata leu um texto escrito por Renato, publicado em algum lugar. Sem saber porque, sentiu-se incrivelmente atraída por aquilo que leu. Sem nenhum motivo plausível, iniciou investigações para localizar o autor daquele texto, que sequer era um escritor famoso. Como localizá-lo? Mais uma vez o acaso fez sua parte. Comentando com um amigo sobre sua busca, este lhe disse conhecer o autor, que morava em uma cidade distante. E que depois lhe daria o endereço.
Esqueceu-se do fato, e viajou, deixando Renata angustiada, pois estivera tão perto de localizar o escritor misterioso. Nem mesmo ela saberia dizer porque sentia tanta atração pela criatura que tanto queria encontrar.
Raul, ao encontrar-se com Renato, lembrou-se do encontro com a amiga, e contou que ele tinha uma admiradora que queria muito conhecê-lo. Sem saber porque, ele sentiu um desejo muito forte de encontrar essa mulher que estava assim, tão interessada por ele. Um desejo muito além do que seria normal em casos como esse.
Então, resolveu ir até a cidade de sua fã, embora não tivesse meios de localizá-la. Foi ao local indicado por Raul, e por outra artimanha do destino, viu aquela mulher muito parecida com a descrição que o amigo lhe fornecera. A atração foi total e completa. Olharam-se, e ele apenas perguntou: “Você é Renata?”. Ela disse que sim, e logo intuiu quem seria ele. Abraçaram-se. Beijaram-se, como se fossem amantes de longa data. E durante alguns dias viveram um amor que beirava a loucura total e completa. Entenderam-se tão bem, como se fossem velhos conhecidos. Não sabiam ainda, mas de fato o eram.
Intrigados com essa incrível atração entre eles acabaram descobrindo que já haviam se conhecido em vidas passadas, sem, contudo conseguir viver o amor que havia em suas almas. Sempre haviam encontrado impedimentos para viver o amor em sua plenitude.
Renata acreditou que agora poderia resgatar o amor incompleto de sua alma, mas não seria nesta vida ainda, pois Renato confessou ser casado, e,portanto não poderia viver com ela.
Partiu com o coração chorando, e a deixou sofrendo a perda desse amor tão desejado.
Assim, escreve-se mais uma página desse amor que através das épocas não consegue ser vivido em plenitude.
Um amor marcado para não fazer a felicidade plena e total dessas almas destinadas a desencontros fatais.
Ela segue sua busca... Ele segue não conseguindo fazer sua amada feliz. Sente que a ama, mas não pode viver a seu lado.
Possivelmente, em outra vida, em outra época voltem a se encontrar...
Apenas, coisas do Destino...
Contudo, Renata nunca cruzou seu caminho com Renato. Moravam em cidades diferentes, e não havia qualquer possibilidade de contato entre eles, pois exerciam profissões diferentes, pertenciam a meios diferentes. Nada poderia indicar que entre ambos pudesse surgir algo sequer parecido com amor.
Por uma razão qualquer, Renata leu um texto escrito por Renato, publicado em algum lugar. Sem saber porque, sentiu-se incrivelmente atraída por aquilo que leu. Sem nenhum motivo plausível, iniciou investigações para localizar o autor daquele texto, que sequer era um escritor famoso. Como localizá-lo? Mais uma vez o acaso fez sua parte. Comentando com um amigo sobre sua busca, este lhe disse conhecer o autor, que morava em uma cidade distante. E que depois lhe daria o endereço.
Esqueceu-se do fato, e viajou, deixando Renata angustiada, pois estivera tão perto de localizar o escritor misterioso. Nem mesmo ela saberia dizer porque sentia tanta atração pela criatura que tanto queria encontrar.
Raul, ao encontrar-se com Renato, lembrou-se do encontro com a amiga, e contou que ele tinha uma admiradora que queria muito conhecê-lo. Sem saber porque, ele sentiu um desejo muito forte de encontrar essa mulher que estava assim, tão interessada por ele. Um desejo muito além do que seria normal em casos como esse.
Então, resolveu ir até a cidade de sua fã, embora não tivesse meios de localizá-la. Foi ao local indicado por Raul, e por outra artimanha do destino, viu aquela mulher muito parecida com a descrição que o amigo lhe fornecera. A atração foi total e completa. Olharam-se, e ele apenas perguntou: “Você é Renata?”. Ela disse que sim, e logo intuiu quem seria ele. Abraçaram-se. Beijaram-se, como se fossem amantes de longa data. E durante alguns dias viveram um amor que beirava a loucura total e completa. Entenderam-se tão bem, como se fossem velhos conhecidos. Não sabiam ainda, mas de fato o eram.
Intrigados com essa incrível atração entre eles acabaram descobrindo que já haviam se conhecido em vidas passadas, sem, contudo conseguir viver o amor que havia em suas almas. Sempre haviam encontrado impedimentos para viver o amor em sua plenitude.
Renata acreditou que agora poderia resgatar o amor incompleto de sua alma, mas não seria nesta vida ainda, pois Renato confessou ser casado, e,portanto não poderia viver com ela.
Partiu com o coração chorando, e a deixou sofrendo a perda desse amor tão desejado.
Assim, escreve-se mais uma página desse amor que através das épocas não consegue ser vivido em plenitude.
Um amor marcado para não fazer a felicidade plena e total dessas almas destinadas a desencontros fatais.
Ela segue sua busca... Ele segue não conseguindo fazer sua amada feliz. Sente que a ama, mas não pode viver a seu lado.
Possivelmente, em outra vida, em outra época voltem a se encontrar...
Apenas, coisas do Destino...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Quanto tempo ainda nos resta!
Quanto tempo nos resta
Alguma coisa que presta
Vamos a festa?
Talvez lá encontramos
Algum sentimento
Que nos faça
No momento
Sentir um prazer
Um beijo viciante
LSD
Mas que me faça esquecer você
Vamos ouvir a batida
Do tambor do coração
Que nos impulsionam a vida
Essa vista e sentida
Por uma busca mística
De algo que vai além
De nossa vã filosofia
Que ultrapassa barreiras
Da nossa amestrada fé
Condicionada por
Valores pré-estabelecidos
Pela sociedade
Vamos fazer amor
E ver o que se da para fazer
Nesse mundo é tudo confuso
Mas eu ainda luto
Luto para saber
Quanto tempo que resta
E se alguma coisa ainda presta
Alguma coisa que presta
Vamos a festa?
Talvez lá encontramos
Algum sentimento
Que nos faça
No momento
Sentir um prazer
Um beijo viciante
LSD
Mas que me faça esquecer você
Vamos ouvir a batida
Do tambor do coração
Que nos impulsionam a vida
Essa vista e sentida
Por uma busca mística
De algo que vai além
De nossa vã filosofia
Que ultrapassa barreiras
Da nossa amestrada fé
Condicionada por
Valores pré-estabelecidos
Pela sociedade
Vamos fazer amor
E ver o que se da para fazer
Nesse mundo é tudo confuso
Mas eu ainda luto
Luto para saber
Quanto tempo que resta
E se alguma coisa ainda presta
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